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Monday, April 05, 2004

Queria agadecer os comentários de todos em primeiro lugar. Devido às férias da Páscoa, estarei ausente durante estes dias, pelo que, só voltarei dia 19 a escrever e actualizar o site. Boas férias a todos.

Monday, March 22, 2004

Após alguns dias de interrupção, volto ao meu blog, desta vez, para vos falar do homem que inventou a máquina a vapor, o qual teve uma enorme importância no desenrolar da revolução industrial.


James Watt nasceu em 1736 na Escócia. Foi construtor de instrumentos científicos e engenheiro, tendo desenvolvido a moderna máquina a vapor.



Educou-se em casa, com a mãe e depois frequentou a escola local para aprender grego, latim e matemática. Gostava muito de passar o seu tempo na oficina do pai, e interessou-se pelos instrumentos de navegação, que eram instrumentos dos mais sofisticados daquela época. Em 1755, Watt foi para Londres, para trabalhar como aprendiz de um fabricante de instrumentos. Retorna depois a Glasgow devido a problemas de saúde, onde começa a trabalhar na Universidade.



A sua habilidade permitiu que ele se tornasse construtor de instrumentos científicos na Universidade de Glasgow. Em 1757 abriu uma loja onde fabricava e vendia instrumentos científicos. Casou-se em 1764 com Margaret Miller.

Durante o processo de reparação de um modelo da máquina a vapor de Thomas Newcomen (1663-1729), Watt percebeu que a sua eficiência poderia ser aumentada em muito se fosse instalado um condensador de vapor separado, evitando as perdas de energia verificadas por meio do resfriamento do cilindro para a condensação do vapor. Em 1769 Watt consegue a patente de sua máquina. Em 1773 falece sua esposa, deixando seis filhos.

Watt formou uma proveitosa sociedade comercial com Matthew Boulton (1728-1809), industrial em Birmingham, que compra a patente de Watt em 1774, possibilitando o desenvolvimento de suas ideias, e a melhoria da máquina em muitos outros aspectos, aumentando a sua eficiência significativamente. Em 1776 as duas primeiras máquinas a vapor projectadas por Watt são instaladas numa mina. De 1776 a 1781 Watt viaja muito pelo Reino Unido, ajudando a instalar as suas máquinas. Cria a engrenagem central de sistema planetário, que permite à máquina desenvolver o movimento rotativo. Desenvolve também um sistema de hastes conectadas a um pistão motriz, num cilindro instalado verticalmente.

Em 1785 Watt torna-se membro da Royal Society. Completa os aperfeiçoamentos da sua máquina a vapor, a qual veio a receber o seu nome, e que se tornou fundamental para o sucesso da revolução industrial. Muito rapidamente a sua máquina começou a ser utilizada para o bombeamento de água de minas e para o funcionamento de máquinas em moinhos de farinha, fiações e tecelagens e na fabricação de papel. Em 1814 Watt torna-se membro estrangeiro da Academia Francesa de Ciências. Faleceu em 25 de agosto de 1819. A unidade de potência do Sistema Internacional recebeu seu nome.




Friday, March 12, 2004

É com grande esforço que venho aqui, mas consegui, apesar dos testes que tenho.
Gostaria primeiro, de agradecer todos os comentários da Thita, Marta, Alfredo, Fernanda, Ernesto Campos, Diogo Dantas, "Publicus", Filipe, "Jpt", "O patriota", Fernando entre muitos outros.

Depois de ter falado do Marquês de Pombal, é altura de falar agora de um filósofo iluminista de grande importância para as ideias liberais que no século XIX vieram a "acabar" com as ideias absolutistas. É também devido a este e outras personalidades como Voltaire e Kant, que os ideias de igualdade, justiça e tolerância "conquistaram" o mundo.

Montesquieu nasceu no Palacete de la Brède, perto de Bordéus, em 18 de Janeiro de 1689 ;


http://www.arqnet.pt/imagens3/ph_montesquieu2.jpg

Ficou órfão de mãe aos 11 anos de idade. O seu ensino básico foi entregue ao colégio de Juilly, o qual se situava a nordeste de Paris. Aqui esteve em companhia de dois primos, tendo lhe sido dada uma educação clássica.

Regressado a Bordéus, em 1705, realizou os estudos jurídicos necessários à sua entrada no Parlamento de Bordéus, para poder herdar o título e as importantes funções do tio. A admissão como conselheiro deu-se em 1708. Após a conclusão destas formalidades regressou a Paris, onde concluiu os seus estudos jurídicos e frequentou a Academia das Ciências e das Letras. Regressou a Bordéus em 1713 devido à morte do Pai. Em 1715, casou com uma calvinista francesa. No ano seguinte o tio morreu tornando-se barão de Montesquieu e presidente no Parlamento de Bordéus.

Em 1721 publicou as Cartas Persas, obra que lhe deu sucesso, e onde, aproveitando o gosto da época pelas coisas orientais, analisou de um modo intensivo as instituições, usos e costumes da sociedade francesa e europeia, criticando bastante a religião católica, naquela que foi a primeira grande crítica à igreja no século XVIII.

Em 1726 renunciou ao seu cargo no Parlamento de Bordéus e foi viver para Paris, preparando-se para entrar na Academia Francesa. Aceite em 1728, viajou logo a seguir pela Europa, realizando assim a tradicional viagem educativa dos intelectuais europeus do século XVIII.

Em 1731, após uma ausência de três anos, regressou a Bordéus. Voltará frequentemente a Paris, onde teve contactos ocasionais com os célebres salons, mas sem se ligar muito com o grupo de intelectuais que os animava.

O seu grande objectivo passou a ser completar aquela que será a sua grande obra - O Espírito das Leis. Preenchendo uma etapa intermédia, escreveu e publicou em 1734 a Causa da Grandeza dos Romanos e da sua decadência, que não é mais do que um capítulo de apresentação do Espírito.

O Espírito das Leis foi publicado em 1748, em dois volumes, em Genebra, para evitar a censura, tornando-se um imenso sucesso, que a sua colocação no Index romano não atacou. A sua preocupação foi ultrapassar as posições dos filósofos que apresentavam as suas teorias em abstracto e sem nenhuma consideração pelas determinantes espaciais e temporais.

Os tempos que se seguiram estiveram longe de serem sossegados, sendo as suas teorias atacadas tanto pelos católicos ortodoxos, jesuítas, mas também pela Universidade de Paris, a célebre Sorbonne. Defendeu-se das críticas publicando em 1755 a Defesa do Espírito das Leis. Entretanto ia perdendo a visão.

Morreu em 1755, quase cego, tendo recebido os últimos sacramentos das mãos de um padre católico.

Monday, March 08, 2004

Espero que estejam a passar um bom ano e a gostar do meu blog. Venho aqui agradecer a todos, os comentários, porém, é com tristeza que durante as duas próximas semanas, não poderei actualizar o meu blog, já que tenho 10 testes em duas semanas, ou seja, 5 por semana. Mas logo consiga, voltarei. Até daí a duas semanas!

Tuesday, February 24, 2004

Desde já, espero que estejam a passar um bom Carnaval cheio de neve e frio.
Após uma semana e pouco sem vir ao meu blog, venho dar a conhecer a vida do Marquês de Pombal, ministro do Rei D.José I. Estamos a falar então, duma época: o Iluminismo.

Sebastião José de Carvalho e Melo, Conde de Oeiras e Marquês de Pombal (1699-1782) foi Primeiro Ministro de D. José I, sendo considerado, ainda hoje, uma das figuras mais controversas e carismáticas da História Portuguesa.

Marcou o séc. XVIII e o absolutismo régio, através de uma política de concentração de poder com o objectivo de restabelecer a economia nacional e resistir à forte dependência desta relativamente à Inglaterra.



Uma série de maus anos agrícolas e o terramoto de Lisboa de 1755 levaram à sua crescente afirmação pessoal. Na ausência de modelos inovadores, retomou o programa de industrialização de Colbert, posto em prática em Portugal, no séc. XVII, pelo Conde de Ericeira, com o objectivo de garantir a independência nacional em detrimento do desenvolvimento da riqueza, como suporte económico para a guerra e expansão. Como é sabido, o terramoto de 1755 em Lisboa provocou a destruição de grande parte da cidade, a qual ao ser reconstruída teve uma importante ajuda do Marquês de Pombal.

Monday, February 16, 2004

Agora que acabei de vos falar de todos os nosso reis, achei interessante falar-vos do Barroco, um período da nossa história muito interessante e importante em muitos pontos de vista. Achei ser interessante pelo facto de estar a dá-lo nas minhas aulas de história e por achar ser um apoio a quem quiser pesquisar sobre este tema.

Introduzido, possivelmente, em França, é em Roma que, no volver do século XVII, passa a dar um novo rumo à arte. Borromini (1599-1667) e Bernini (1598-1680), a que se seguiram muitos outros, alteraram completamente as concepções arquitectónicas, que já vinham sendo delineadas desde Miguel Ângelo. Apenas no século XIX o Barroco adquire este nome, pois, até essa época, era entendido como uma forma de classicismo pós-renascentista.O período barroco aparece ligado ao movimento denominado de Contra-Reforma, pela renovação da Escolástica e pelo absolutismo régio. O Concílio de Trento, o Papado e a Companhia de Jesus lançam-se contra a cisão protestante, numa luta religiosa e política, com exaltação doutrinária e a ameaça do inferno, criando um sentimento trágico da vida; as universidades de Coimbra, Évora, Salamanca, Alcalá e outras reanimam o as questões escolásticas; a monarquia absoluta fundamenta o seu poder no direito divino e as cortes ostentam o fausto e o luxo. E enquanto a decadência sociopolítica acontece em Espanha, a França vive com intensidade o esplendor do século de Luís XIV.
A procura do realismo sob pressão de uma religiosidade e espiritualidade, a que não eram estranhas a Igreja e a Inquisição, marca obras de grandes pintores como Caravaggio, Rembrandt, Rubens, Zurbarán ou Velásquez. Também a arquitectura e a escultura aparecem, constantemente, associadas à Igreja e ao seu poder. Em Itália, Borromini deixa-nos obras perturbantes, e marcadas pelo dinamismo da relação interior-exterior; e Bernini é o arquitecto, pintor e escultor de estátuas e fontes, que ao serviço do Vaticano projecta a colunata da Praça de S. Pedro e diversas igrejas; em Espanha, há figuras importantes como Gómez de Mora, Pedro Sánchez, Antonio de Andrade e Alonso Cano; em Portugal, o italiano Nasoni deixa uma obra grandiosa no Norte, enquanto o alemão Frederico Ludovice se torna célebre com o Convento de Mafra; mas são também dignos de referência André Soares ou Figueiredo Seixas; em França, é Lemercier, Mansart e Le Vau que dão expressão a uma arquitectura de beleza fria mas harmoniosa, como Versalhes, sob o poder dos cardeais Richelieu e Mazarino.



Convento/Palácio de Mafra


O fenómeno do Barroco é, porém, um afastamento da estética renascentista devido à necessidade do ser humano encontrar uma nova expressão de vida, uma outra harmonia na busca da perfeição, da verdade e da luz. Mas este movimento não se deve confundir com o Maneirismo, que surge a partir do Alto Renascimento e que traduz um estilo ou elegância sofisticada, muitas vezes forçada e complexa, com fortes combinações de cor, procurando retirar significados espirituais da luz. Nele há o dramatismo, a intensidade emocional e o enigmático, em que tudo se eleva na direcção do céu. O Barroco, embora exprima o drama humano, afasta-se da complexidade maneirista e evolui para um novo estilo, que procura a grandiosidade harmoniosa.
O novo estilo rompe com a concepção estática e fechada da arte renascentista. A ideia espacial adquire dinamismo, a escultura conjuga-se com a arquitectura, os quadros oferecem gestos expressivos e teatrais, com admiráveis combinações de cores. A unicidade dos modelos de beleza, que caracterizou a época anterior, começa a dar lugar aos gostos, estilos e concepções individuais.
Na sequência do Barroco ou assimilando os seus modelos, surge o estilo rococó, que dá realce à decoração pictórica e à elegância estilística, procurando criar espaços ilusórios. Este termo deriva da palavra francesa «rocaille», que se aplicava a um estilo de decoração interior com conchas e obras ornamentais em pedra lavrada. O estilo rococó apresenta-se como uma variação decorativa do Barroco, sendo mesmo considerado como barroco tardio.


Pintura "Meninas" de Velázquez

Monday, February 09, 2004

Olá a todos. Estou de volta e para vos falar d'El Rei D.Manuel II, o nosso último glorioso rei, reconhecido pelos republicanos. Queria dizer ao Alfredo que o nosso rei D.Fernando II (não III como referiu) é reconhecido como tal por ter havido um rei D.Fernando I no século XIV. Por outro lado, apesar de D.Fernando II não ser rei português por ser filho de rei português, era homem e como tal, foi reconhecido como rei D.Fernando II. Espero que continue a visitar o meu blog.



Nasceu no Palácio de Belém a 9 de Março de 1889 e morreu em Twickenham, Inglaterra a 2 de Julho de 1932.
Assenta praça como aspirante da Marinha em 1904, e em 1907 inicia o curso da Escola Naval. Era Duque de Beja até ao momento em que em virtude do lamentável e repugnante assassinato de seu pai e seu irmão, sobe ao Trono.

O Soberano era um jovem simpático, que prodigalizava com sinceridade as provas dos seus sentimentos de pacificação e de entendimento.

Pelas razões já expostas, D. Manuel II subiu ao Trono, tendo sido aclamado em Maio de 1908. Foi curto o seu reinado, que durou pouco mais de dois anos.

Em Angola, em 1910 os territórios dos Gambos, do Pocolo e Cuanhama foram completamente ocupados e submetidos por João de Almeida. Em Moçambique, também em 1910 é levada a cabo a submissão de Angoche por Massano de Amorim.

Com o assassinato do Rei D. Carlos e de seu filho D. Luís Filipe, a Monarquia ficou agonizante. Os partidos dinásticos continuaram a guerrear-se. Entretanto, o partido republicano ia fazendo a propaganda e engrossando as suas fileiras.

No dia 4 de Outubro de 1910 rebentou em Lisboa uma revolução chefiada por Machado dos Santos, a qual, no dia seguinte, saía triunfante com a proclamaçao da República. A Família Real embarcou na Ericeira e abandonou o país, tendo ido viver para as proximidades de Londres.

Com esta nova forma de governo terminou a dinastia de Bragança e foi abolida a Monarquia.

A memória de D. Manuel II merece a todos os bons portugueses a mais profunda consideração. No exílio, deu ele sobejas provas de quanto amava a sua Pátria. Entre muitos actos da sua vida, sempre cheia de nobreza, apontam-se os seguintes: Serviu na Grande Guerra a causa dos Aliados, que era a da sua terra, como oficial da Cruz Vermelha Inglesa, tendo então distribuído pelos nossos soldados que estavam na frente, muitos objectos e avultadas quantias; quando faleceu, em 1932, legou à sua pátria, em testamento, grande parte do seu património, palácios, propriedades, jóias, livros, etc..

Por tudo isso prestou-lhe o Governo do Estado Novo a devida homenagem, promovendo que os restos mortais, que repousam na Igreja de S. Vicente de Fora, em Lisboa fossem trasladados de Inglaterra para Portugal.


Monday, February 02, 2004

Quero desejar-vos um bom mês de Fevereiro, começando por falar d'EL rei D.Luís e agradecendo os amáveis comentários que me fizeram, destacando o do Alfredo.


Filho segundo de D. Maria II (1819-1853) e de D. Fernando III (1816-1885). Assumiu o governo a 14 de Outubro de 1861, tendo casado com D. Maria de Sabóia. Era primorosamente educado, com temperamento de literato e artista. Embora tivesse dominado a paz no reinado, houve um levantamento de tropas, em 1862 e em finais de 1867 o movimento da Janeirinha e em 19 de Maio de 1870, o duque de Saldanha impôs a demissão do governo, e passou a assumir a presidência do novo ministério.

Em 1865-1866 a vida mental foi sacudida pela Questão Coimbrã e em 1871 surgiu a iniciativa das Conferências Democráticas do Casino. Realizam-se as viagens ao interior da África, o major Serpa Pinto de Benguela ao Bié, Zambeze e chegou às cataratas de Vitória. Hermenegildo Capelo e Roberto Ivens exploraram o sertão de Benguela e atravessaram a África de Luanda a Tete.

A partir de 1876 o Partido Progressista aspira a articular o Estado segundo a teoria liberal, propondo a reforma da Carta, a descentralização administrativa, a fidedignidade e ampliação do sufrágio eleitoral, a reorganização do poder judicial e da contabilidade pública. Em 1877 demitiu-se o ministério regenerador de Fontes Pereira de Melo e voltou a ser reintegrado. Posteriormente os progressistas atacaram o rei, acusando-o de patrocinar os regeneradores (Emídio Navarro, no Progresso, Joaquim Martins de Carvalho, no Conimbricense). O ministério regenerador caiu, em 1879, e D. Luís chamou os progressistas a formar governo. O republicanismo evoluíra também e em 1878 toma lugar na Câmara o primeiro deputado republicano, Rodrigues de Freitas, eleito pelo Porto. Em 1880 o Partido Republicano era uma realidade e uma força.



O reinado de D. Luís assinalou-se materialmente pelo progresso, socialmente pela paz e pelos sentimentos de convivência e politicamente pelo respeito pelas liberdades públicas, intelectualmente por uma geração notável (Eça de Queiroz, Antero de Quental, etc.).

Queria desejar-vos um bom mês de Fevereiro, falando-vos d'El D.Luís.

Filho segundo de D. Maria II (1819-1853) e de D. Fernando III (1816-1885). Assumiu o governo a 14 de Outubro de 1861, tendo casado com D. Maria de Sabóia. Era primorosamente educado, com temperamento de literato e artista. Embora tivesse dominado a paz no reinado, houve um levantamento de tropas, em 1862 e em finais de 1867 o movimento da Janeirinha e em 19 de Maio de 1870, o duque de Saldanha impôs a demissão do governo, e passou a assumir a presidência do novo ministério.

Em 1865-1866 a vida mental foi sacudida pela Questão Coimbrã e em 1871 surgiu a iniciativa das Conferências Democráticas do Casino. Realizam-se as viagens ao interior da África, o major Serpa Pinto de Benguela ao Bié, Zambeze e chegou às cataratas de Vitória. Hermenegildo Capelo e Roberto Ivens exploraram o sertão de Benguela e atravessaram a África de Luanda a Tete.

A partir de 1876 o Partido Progressista aspira a articular o Estado segundo a teoria liberal, propondo a reforma da Carta, a descentralização administrativa, a fidedignidade e ampliação do sufrágio eleitoral, a reorganização do poder judicial e da contabilidade pública. Em 1877 demitiu-se o ministério regenerador de Fontes Pereira de Melo e voltou a ser reintegrado. Posteriormente os progressistas atacaram o rei, acusando-o de patrocinar os regeneradores (Emídio Navarro, no Progresso, Joaquim Martins de Carvalho, no Conimbricense). O ministério regenerador caiu, em 1879, e D. Luís chamou os progressistas a formar governo. O republicanismo evoluíra também e em 1878 toma lugar na Câmara o primeiro deputado republicano, Rodrigues de Freitas, eleito pelo Porto. Em 1880 o Partido Republicano era uma realidade e uma força.

O reinado de D. Luís assinalou-se materialmente pelo progresso, socialmente pela paz e pelos sentimentos de convivência e politicamente pelo respeito pelas liberdades públicas, intelectualmente por uma geração notável (Eça de Queiroz, Antero de Quental, etc.).


Wednesday, January 28, 2004

Queria agradecer a todos os comentários amigáveis que fizeram. Bem, agora vou falar de D.Pedro V, um rei excelente mas que infelizmente morreu demasiado cedo.



Nasceu em Lisboa a 16 de Setembro de 1837, filho primogénito de D. Maria II e de D. Fernando de Saxe-Coburgo-Gota.

Reconhecido príncipe real e sucessor da coroa de Portugal pelas Cortes Gerais Extraordinárias e Constituintes, em sessão de 26 de Janeiro de 1838; sucede a sua mãe em Novembro de 1853; até à sua maioridade governa seu pai como regente. E aclamado rei aos 18 anos e presta juramento perante as cortes Gerais. Os dois anos antes de começar a governar passou-os em viagens pelo estrangeiro, completando assim a educação primorosa cuidada que sua mãe na história conhecida pela «A Educadora» lhe fez ministrar. Ela própria dirigiu o ensino dos primeiros anos.

Desde novo manifestou uma inteligência e vontade de saber fora do vulgar, a que uma poderosa memória contribuiu para um brilho excepcional de personalidade. Das suas viagens deixou-nos um relato em dois volumes - Diário - publicados pela Academia das Ciências e integrados na obra Escritos de El-Rei D. Pedro V. O Diário tem um grande interesse para o estudo da figura humana do rei e para o conhecimento da Europa sua contemporânea. Dedicou a sua vida ao progresso e ao bem-estar do país, apesar de atormentado pelos contínuos flagelos de ordem pública e particular – as epidemias, as grandes inundações, a morte da esposa, a sombra militante de Saldanha. Mesmo assim consegue dar novo ritmo à vida portuguesa mercê do seu espírito liberal e progressista que tem de lutar com o tradicional reaccioarismo nacional. Dedica grande parte do tempo aos problemas da educação, que considera fundamental para que se note a mínima parcela de progresso; os assuntos relacionados com a indústria, a agricultura, os melhoramentos públicos, a política internacional, etc., preocupam-no a todo o instante.

Pode considerar-se o jovem rei como o primeiro homem moderno que em Portugal testemunhou em escritos do seu punho o significado da sua época, o conhecimento do seu país e dos seus homens. Morto prematuramente, apenas com 24 anos, a sua morte enlutou verdadeiramente o reino. Bulhão Pato diz: «Foi a primeira vez que vi A. Herculano chorar como uma criança». (Memórias, vol. II.)




Saturday, January 24, 2004

Falo-vos agora da nossa segunda Rainha: A Rainha D.Maria II de Portugal, filha de D.Pedro IV, irmã de D.Pedro II do Brasil.

Contava apenas 7 anos, quando seu pai, D. Pedro IV, abdicou do trono de Portugal em seu favor, em Abril de 1826.

Devia casar, logo que tivesse idade, com o tio, D. Miguel, nomeado regente e lugar-tenente do reino, o que foi aceite pelo Infante, em Julho de 1826, assumindo a regência, ao chegar a Lisboa, em Janeiro de 1828, após ter jurado fidelidade à rainha e à Carta Constitucional.





D. Maria foi enviada para a Europa em Julho de 1828, para defender os seus direitos ao trono, tendo ficado a residir em Londres, e a partir de 1831 em França.

Só em 24 de Setembro de 1834, com o fim da Guerra Civil, tendo quinze anos de idade, assumiu o governo do País.

Casou em 1835 com Augusto de Leuchtenberg, filho de Eugénio de Beauharnais, e neto da Imperatriz Josefina, primeira mulher de Napoleão Bonaparte, irmão mais velho da segunda mulher de D. Pedro IV, mas que morreu logo em Março desse ano.

Neste ano pôs-se à venda todos os bens de raiz nacionais, pertencentes à Igreja Patriarcal, às Casas das Rainhas e do Infantado, das corporações religiosas já extintas e das capelas reais.

D. Maria casou segunda vez com Fernando de Saxe-Coburgo-Gotha, irmão do rei dos Belgas, Leopoldo I, e primo do marido da rainha Vitória da Inglaterra, o príncipe Alberto. O casamento realizou-se em 9 de Abril de 1836.

Durante o seu curto reinado, passado num dos mais conturbados períodos da nossa história, o das lutas entre liberais e absolutistas, vários acontecimentos históricos se passaram: a Guerra Civil, a revolução de Setembro, a Belenzada, Revolta dos Marechais, a Maria da Fonte, a Patuleia.

Sucedeu-lhe o seu filho mais velho, D. Pedro V.


Monday, January 19, 2004

Falo agora de um Imperador Brasileiro, D.Pedro II, filho d'El Pedro IV de Portugal.




Imperador do Brasil durante quase cinquenta anos, D. Pedro II passou à história como um intelectual, apreciador da ciência, das artes e da liberdade de informação e como homem tolerante, aberto ao diálogo e às transformações da vida social. D. Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bibiano Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga nasceu no palácio de São Cristóvão (Quinta da Boa Vista), no Rio de Janeiro RJ, em 2 de Dezembro de 1825. Sétimo filho e terceiro varão de D. Pedro I e D. Maria Leopoldina, era herdeiro do trono desde o berço, pois seus dois irmãos mais velhos já haviam morrido antes de completar um ano. Em 7 de Abril de 1831, com a abdicação do pai, foi aclamado segundo imperador do Brasil, aos seis anos de idade. José Bonifácio de Andrada e Silva, tutor do menino, apresentou-o ao povo de uma janela do paço da Cidade. Em 1833 a assembleia geral do império destituiu o patriarca e nomeou em seu lugar Manuel Inácio de Andrade Souto Maior, marquês de Itanhaém. Pedro começou a estudar sob a orientação da camareira-mor D. Mariana Carlota de Verna Magalhães Coutinho, mais tarde condessa de Belmonte. Com diversos mestres ilustres de seu tempo, o jovem imperador instruiu-se em português e literatura, francês, inglês, alemão, geografia, ciências naturais, música, dança, pintura, esgrima e equitação. A um de seus preceptores, o de português e literatura, Cândido José de Araújo Viana, futuro marquês de Sapucaí, atribui-se influência não pequena nas atitudes resolutas do jovem de apenas 15 anos. Quando da revolução da Maioridade, por exemplo, ao receber a delegação parlamentar que lhe fora indagar se desejava esperar mais três anos ou assumir desde logo o poder, respondeu: "Quero já!" Reinado. Proclamado maior em 23 de Julho de 1840 e coroado em 18 de Julho do ano seguinte, D. Pedro II iniciou um reinado que só terminou com a república, 48 anos depois. A princípio, seu governo representou o triunfo do Partido Liberal sobre o Conservador, mas um ano depois este voltou à carga, com medidas reaccionárias que deixaram clara sua disposição de retomar a cúpula do poder - como a criação do Conselho de Estado e a reforma do código de processo criminal - e que suscitaram a revolução liberal de 1842, circunscrita a Minas Gerais e São Paulo. Em Maio do mesmo ano, o imperador casou-se com a princesa Teresa Cristina Maria, filha de Francisco I, rei das Duas Sicílias, e de Maria Isabel de Bourbon, após outras negociações malsucedidas junto às cortes da Áustria, Espanha e Rússia. Somente em 23 de Julho a notícia chegou ao Rio de Janeiro.

Em 1845, no final da guerra dos Farrapos, os liberais dominaram a situação, mas os conservadores logo reconquistaram a liderança e, em consequência de sua actuação, deflagrou-se a insurreição de 1848, em Pernambuco. Com 23 anos e já pai de Afonso (morto antes de dois anos de idade), Isabel (que seria cognominada "a Redentora"), Leopoldina e Pedro (que morreu também criança, em 1850), D. Pedro II não era mais um mero observador dos acontecimentos: começara um amplo trabalho de conciliação política apartidária, nas nomeações dos integrantes do Conselho de Estado e dos presidentes de província. Encarnou esse espírito conciliador Honório Hermeto Carneiro Leão, mais tarde marquês de Paraná, que dobrou a resistência do Partido Conservador. Tal comportamento político propiciou, na década de 1860, a criação da Liga Progressista, que cindiu a ala conservadora e permitiu a Zacarias de Góis e Vasconcelos, à frente do Conselho de Ministros, realizar importantes reformas no final do período. Em 1870, no entanto, quando acabou a guerra do Paraguai, o país novamente encontrou os conservadores nos postos mais significativos e o imperador, aos 45 anos, cansado e envelhecido, com a barba branca que lhe dava a aparência de um sexagenário. A guerra tornara ainda mais agudas as divergências políticas. Os liberais queriam a reforma da constituição e, em 1870, surgiu o Partido Republicano. O futuro marquês de São Vicente, José António Pimenta Bueno, que presidia o Conselho de Ministros, considerou inconveniente o exercício de cargos públicos por republicanos, ao que D. Pedro II respondeu: "O país que se governe como entender e dê razão a quem tiver." E, ante a insistência do primeiro-ministro, arrematou: "Ora, se os brasileiros não me quiserem como imperador, irei ser professor." Essa tolerância, no entanto, não implicava a falta ou recusa da autoridade. O imperador influía pessoalmente nas indicações para o Conselho de Estado e para o Senado, e contrariava com frequência as intenções partidárias. Na questão religiosa de 1872, fez prender e processar os bispos D. Vital e D. Macedo Costa, que desafiaram o poder real. Após julgados e condenados pelo Supremo Tribunal em 1875, concedeu-lhes a amnistia. É indiscutível, porém, que o imperador exerceu sua autoridade com discernimento, assegurou ao legislativo o pleno desempenho de suas funções e à imprensa a inteira liberdade de expressão. Chegou mesmo a declarar, em seu diário, que nascera para consagrar-se "às letras e às ciências e, a ocupar posição política, preferiria a de presidente da república, ou ministro, à de imperador".

O império não foi um período de grande desenvolvimento económico. Enquanto a escravatura declinava, sobretudo a partir de 1850, com a extinção do tráfico negreiro, o país manteve-se economicamente dependente, preso ao latifúndio e à monocultura. A abolição, em 1888, ao favorecer o encerramento de mais um ciclo da economia, determinou também o fim do regime político. A oscilação entre conservadores e liberais continuava a ocorrer sem alterações expressivas, já que a palavra final cabia sempre ao imperador. Últimos anos. A partir de 1887, quando sua diabetes se agravou e ele teve outros problemas de saúde, D. Pedro II afastou-se aos poucos do poder. Viajante experiente, já percorrera quase todo o Brasil e, a suas próprias expensas, fora duas vezes à Europa. Visitara também a América do Norte, a Rússia, a Grécia e o Oriente Médio. Em Junho de 1887, partiu para a França, Alemanha e Itália. Em Milão, foi acometido de uma pleurisia e levado para Aix-les-Bains, onde permaneceu em tratamento até meados de 1888, antes de poder voltar ao Brasil. Na sua ausência, a princesa Isabel assinou a Lei Áurea. Nessa época, o imperador dedicou-se ainda mais às letras e à cultura. Habituado a corresponder-se com artistas e cientistas famosos como Wagner, Pasteur e Agassiz, lia e escrevia diariamente. No dia 15 de Novembro de 1889 tornou-se virtualmente prisioneiro do paço da Cidade, para onde viera, descendo de Petrópolis, na esperança de sufocar o movimento republicano. O governo provisório deu-lhe 24 horas para deixar o país. Embarcou no dia 17, com a família, chegou a Lisboa em 7 de Dezembro e seguiu para o Porto, onde a imperatriz morreu no dia 28. O imperador deposto viveu então entre Cannes, Versalhes e Paris, onde frequentava concertos, conferências e o Instituto de França, ao qual se associara. D. Pedro morreu em Paris, em 5 de Dezembro de 1891, no hotel Bedford. Seus restos, trasladados para Lisboa, foram colocados no convento de São Vicente de Fora, junto aos da esposa. Revogada a lei do banimento, em 1920, foram os despojos dos imperadores trazidos para o Brasil. Depositados de início na catedral do Rio de Janeiro, em 1921, foram em 1925 transferidos para a de Petrópolis. Em 1939 foram definitivamente enterrados, em cerimónia presidida pelo presidente Getúlio Vargas.



Friday, January 16, 2004

Queria aqui agradecer os comentários de todos. Respondo também ao Miguel Sousa Branco: D.Miguel é bisavô de D.Duarte.

Tuesday, January 13, 2004

Falo-vos agora d'el-Rei D.Miguel I

Terceiro filho de D. João VI e de D. Carlota Joaquina. Regressou à Metrópole com a corte vindos do Brasil no momento em que se ensaiava no País a primeira experiência liberal à qual a rainha e os seus apoiantes reagiram vivamente por manejos anti-revolucionários.



D. Miguel tomou o partido da mãe e hostilizou o pai assumindo atitudes políticas cada vez mais definidas, tendo encabeçado o Partido tradicionalista. Foi o executor dos movimentos da Vila-Francada e da Abrilada. O primeiro constituiu um espectacular triunfo político que o elevou a comandante-chefe do exército português. Após o segundo o rei demite o filho do alto posto ocupado e ordena o seu exílio.

Vive quatro anos em Viena de Áustria. D. Pedro IV, após a morte de D. João VI, herdeiro do trono e já imperador do Brasil, outorga a Carta Constitucional e abdica em sua filha D. Maria da Glória que casaria, uma vez chegada à maior idade, com D. Miguel seu tio. O país era governado por uma regência da presidência da infanta D. Isabel Maria. D. Miguel aceitou tudo quanto lhe foi proposto: jurou a Carta, celebrou esponsais com a sobrinha, protestou respeito e obediência a D. Pedro e à regente – e esperou. Malogrado o projecto de deslocar D. Miguel para o Brasil D. Pedro IV nomeia-o seu lugar-tenente em Portugal.

Chegado a Lisboa jura de novo a Carta, assume a regência e nomeia novo ministério. Dias depois dissolve as Câmaras. Da reunião das Cortes, para isso especialmente convocadas, resulta a aclamação de D. Miguel como rei absoluto. Após a assinatura da Convenção de Évora-Monte, que pós termo à guerra civil derimida a favor de D. Pedro e dos liberais, D. Miguel terminou o breve e contestado reinado regressando ao exílio donde não mais voltou.


Sunday, January 11, 2004

Conto-vos agora, a história d'El rei D.Pedro IV.

Segundo filho varão de D. João VI e de D. Carlota Joaquina, a morte de seu irmão primogénito, D. António, encaminhou-o para a herança da coroa de Portugal.




A sua infância decorreria em ambiente carregado, entre o instável ambiente familiar e os acontecimentos sociais e políticos, desde os ecos da Revolução Francesa, às ameaças napoleónicas, culminando pela fuga da corte para o Brasil perante as invasões francesas (1807). Contava então 9 anos de idade e a sua educação decorreu à rédea solta, sem estudos sistemáticos. Sofria de epilepsia, elemento de grande importância a considerar na compreensão da sua personalidade. Educado sem «luzes excessivas», os anos depressa lhe atribuem funções cada vez mais elevadas.

No Brasil casou com a arquiduquesa Leopoldina de Áustria, de quem teve dois filhos: D. Maria da Glória (1819) e D. Pedro (1825). A partir da revolução liberal portuguesa de 1820, os acontecimentos, quer no Brasil quer em Portugal, atropelam-se em ritmo acelerante para o feitio de D. João VI; por intimativas de Lisboa, nomeia regente do Brasil seu filho D. Pedro (devido à agitação popular no Rio, Pará e na Baía, de inspiração liberal) e volta a Portugal. Aqui, as Cortes Gerais, preocupadas com os acontecimentos brasileiros e a ascendência a reino da antiga colónia, pensam mandar o infante D. Pedro em viagem pela Europa. Mas antes que o regente do Brasil tomasse conhecimento, escreve ele a seu pai acerca das ideias de independência que alastravam no Brasil, e das quais D. Pedro viria a ser uma pedra fundamental: com efeito, a independência cobrir-se-ia com D. Pedro que, a dada altura, se teria convencido que em vez de movido, era o motor dos acontecimentos.

Em 7 de Setembro de 1822, o regente proclamava formalmente a independência brasileira, junto ao lpiranga (estado de São Paulo), sendo, mais tarde, proclamado imperador do Brasil. Quando em 1826, D. João VI morre imprevistamente, e se abre o problema da sucessão, o imperador brasileiro passa a ser uma das personagens fundamentais do drama nacional, que principiou a desenrolar-se e que termina em 1834 com a vitória dos liberais. D. Pedro foi proclamado rei de Portugal, conforme as determinações paternais. No decurso do seu breve e longínquo reinado, confirma D. Isabel Maria na regência, e outorga aos seus súbditos uma Carta Constitucional e abdica, condicionalmente, em sua filha D. Maria da Glória, com a condição do casamento desta com seu tio D. Miguel, ausente em Viena de Áustria, e que devia jurar a Carta. Após a doação da Carta os acontecimentos precipitaram-se: em Portugal, D. Miguel começa a governar como rei absoluto (1827), os liberais expatriados, presos ou a espernearem nas forcas; no Brasil, o choque, cada vez mais patente entre os sopros dos ventos liberais, e o autoritarismo do imperador, arrasta-o à gradual perda de prestígio e à dramática abdicação em seu filho D. Pedro II (7-4-1831).

Tendo abdicado duas coroas, o ex-imperador do Brasil e ex-rei de Portugal, reduzido ao título de duque de Bragança, abandona o Brasil e dirige-se para a Europa com a filha D. Maria II, rainha de nome, por cujo trono se batiam os liberais portugueses espalhados pela Europa, ou reunidos na ilha Terceira. O duque de Bragança decide empenhar-se pessoalmente na solução do pleito e a 3 de Março de 1832 assume a regência e nomeia um ministério do qual faz parte Mouzinho da Silveira. Data de então a fase decisiva da luta entre liberais e absolutistas, caracterizada, fundamentalmente, pela revolucionária legislação de Mouzinho e pelo entusiasmo e abnegação de D. Pedro, na preparação da expedição militar que, dos Açores, chegará às costas portuguesas (no Norte, próximo de Mindelo), para sentar no trono a jovem soberana e impor a Carta. E nos longos meses do cerco do Porto que o regente, não obstante os defeitos de carácter e de educação, dá a plena medida da pertinácia e dedicação pela causa que encabeçava. A convenção de Évora Monte põe fim a esta cruel guerra civil, e exila o rei absoluto. Pouco mais viveria D. Pedro: só o tempo suficiente para ver as Cortes reunidas de acordo com a carta, tendo falecido 4 dias após o começo do reinado de D. Maria II; apenas com 36 anos. Apaixonado, incoerente e corajoso, o nome e a actuação de D. Pedro são indissociáveis da experiência liberal portuguesa, que assinala o início do Portugal contemporâneo: mal ou bem, melhor ou pior, o possível Portugal contemporâneo e europeu principiou aí.




Wednesday, January 07, 2004

Queria agradecer os comentários de todos (avô da Thita, Alfredo...) e espero continuar a fazer um bom trabalho. Quanto ao senhor Quintanilha, espero que ele saiba que na república também teve e tem "anormais" como ele diz.
Bem, falo-vos agora d'El rei D.João VI pai de D.Pedro IV e D.Miguel.


Filho de D. Maria I e de D. Pedro III, casou em 1785 com D. Carlota Joaquina, Infanta de Espanha, filha de Carlos IV e de Maria Luísa de Parma.

A partir de 1792, assegurou a direcção dos negócios públicos, devido à doença mental da mãe, primeiro em nome da rainha, a partir de 1799, em nome próprio com o título de Príncipe Regente, sendo aclamado rei em 1816. O seu reinado decorre numa época de profundas mutações à escala mundial e à escala nacional: Revolução Francesa e a consequente guerra europeia, Bloqueio Continental, campanha do Rossilhão, guerra com a Espanha e a perda de Olivença, invasões francesas, fuga da corte para o Brasil onde permaneceu durante 14 anos, revolução liberal e a independência do Brasil. Foi a derrocada de um mundo e o nascimento de outro, mudança que D. João VI não quis ou não soube compreender.

Fugindo para o Brasil perante a invasão de Junot, o monarca terá querido manter a colónia brasileira em poder de Portugal. Isto significou, no entanto, a dependência em relação à Inglaterra, com a imposição da abertura dos Portos brasileiros ao comércio internacional e com o tratado anglo-luso de 1810, desastroso para a economia metropolitana. Além disso, a presença da corte no Brasil impulsionou a independência deste país, o que se veio a verificar em 1822.

Em 1821 o rei é forçado a regressar a Portugal, devido ao triunfo da revolução de 1820 e, em 1822, jura a constituição, que vigoraria apenas durante alguns meses. Seguem-se a Vila-Francada em 1823 e a Abrilada em 1824, movimentos absolutistas encabeçados por D. Miguel.

Vencido e expatriado D. Miguel, D. João VI consagra os últimos anos do seu reinado a tentar resolver o problema brasileiroe, por altura da sua morte, em 1826, sonhava ainda com a reunião dos dois países na pessoa de um só soberano, sem se aperceber que o Brasil teria de seguir o seu destino americano e Portugal o seu destino europeu.




Saturday, January 03, 2004

Espero, desde já, que passem um bom ano de 2004. Continuando o blog, falo-vos agora da nossa primeira rainha, D.Maria I, filha d'el Rei D.José.

Filha primogénita de D. José I. Foi aclamada rainha em Maio de 1777. Por sofrer de doença mental foi afastada dos negócios públicos em princípios de 1792, tendo o príncipe D. João tomado conta do governo em nome de sua mãe até 1799, ano em que passou a governar em seu próprio nome, com o título de Regente.

Nascida em 1734, recebeu logo o título de "Princesa da Beira", passando com a ascensão ao trono do pai, em 1750, a ser chamada "Princesa do Brasil". Casou em 1760 com o seu tio D. Pedro de quem enviuvou.

A animosidade que sempre existiu entre os príncipes do Brasil e o marquês de Pombal e o desejo deste de ver D. Maria renunciar ao trono em favor de seu filho D. José, não permitiram à futura rainha que se familiarizasse com os assuntos políticos. No entanto sente-se que três preocupações absorveram o seu espírito desde os primeiros tempos do seu reinado: reparar as "ofensas" a Deus, moralizar a vida pública e governar em certos campos de uma forma mais progressiva.

Perdoou aos criminosos do Estado que lhe pareceram dignos desse acto. Aceitou o pedido de escusa do marquês de Pombal de todos os seus cargos mas manteve-lhe os seus honorários de secretário de Estado.




Quando D. Maria subiu ao trono era delicada a nossa posição em política internacional: guerra com a Espanha no Brasil; situação difícil perante o conflito entre a Inglaterra e as colónias americanas. Em relação ao primeiro problema, procurou desde logo a rainha um entendimento com a Espanha, o que deu origem aos Tratados de Santo Ildefonso, de Outubro de 1777, tratado preliminar de delimitação das zonas portuguesa e espanhola na América do Sul, e do Prado assinado em Março de 1778. A solução do segundo tornou-se mais difícil quando a França e a Espanha apoiaram as colónias revoltadas. Na impossibilidade de tomar partido aberto por qualquer dos beligerantes procurou obter a neutralidade, o que aconteceu em Julho de 1782, com a assinatura da convenção marítima com a Rússia, e a aceitação da Neutralidade Armada, não sem dificuldades que o governo português conseguiu vencer com certa diplomacia.

A actividade legislativa é notável, sobretudo no que diz respeito à gestão económica. Puseram-se restrições ao monopólio da Companhia do Vinho do Porto. Foi suprimida a Companhia do Grão-Pará e Maranhão; criada a Junta da Administração de todas as fábricas deste Reino e Águas Livres. Impulsionou novas manufacturas. Assinou um tratado de amizade, navegação e comércio com a Rússia. A exportação do vinho do Porto desenvolveu-se largamente.

Também no seu tempo se deu um impulso à cultura tendo-se procedido à criação de numerosas instituições, como: a Real Academia das Ciências de Lisboa, Aula Pública de Debucho e Desenho, no Porto, e a Aula Régia de Desenho de Lisboa. Fundou a Academia Real de Marinha e a Real Biblioteca Pública de Lisboa. Criou Hospitais no Brasil e na metrópole. Criou a lotaria para alargar os serviços da Misericórdia de Lisboa.

Uma das suas medidas mais importantes é a fundação da Real Casa Pia de Lisboa, obra de Pina Manique.


Friday, January 02, 2004


Monday, December 29, 2003

Queria desejar a todos os visitantes deste blog um bom ano novo cheio de saúde e paz.
Voltarei a actualizar o meu blog em Janeiro por isso digo adeus e até 2004.

Thursday, December 25, 2003

Falo-vos agora d'el Rei D.José, filho de D.João V.

Filho de D. João V, sucedeu a seu pai em 1750.



Quando subiu ao trono, D. José I tinha à sua disposição os mesmos meios de acção governativa que os seus antecessores do século XVII, apesar do progresso económico realizado no país, na primeira metade do século XVIII.

Esta inadaptação das estruturas administrativas, jurídicas e políticas do país, juntamente com as condições económicas deficientes herdadas dos últimos anos do reinado de D. João V, vai obrigar o monarca a escolher os seus colaboradores entre aqueles que eram conhecidos pela sua oposição à política seguida na reinado anterior.

Diogo de Mendonça, Corte Real Pedro da Mota e Silva e Sebastião José de Carvalho e Melo passaram a ser as personalidades em evidência, assistindo-se de 1750 a 1755 à consolidação política do poder central e ao reforço da posição do marquês de Pombal, com a consequente perda de importância dos outros ministros.

Uma segunda fase, de 1756 a 1764, caracteriza-se pela guerra com a Espanha e a França, pelo esmagamento da oposição interna - expulsão dos Jesuítas, reforma da Inquisição e execução de alguns nobres acusados de atentarem contra a vida do rei, entre os quais o duque de Aveiro e o marquês de Távora -, e pela criação de grandes companhias monopolistas, como a do Grão-Pará e Maranhão e a das Vinhas do Alto Douro.

Uma terceira fase, até 1770, é marcada por uma grande crise económica e, até final do reinado, assiste-se à política de fomento industrial e ultramarino e à queda económica das companhias monopolistas brasileiras.

Todo o reinado é caracterizado pela criação de instituições, especialmente no campo económico e educativo, no sentido de adaptar o País às grandes transformações que se tinham operado. Funda-se a Real Junta do Comércio, o Erário Régio, a Real Mesa Censória; reforma-se o ensino superior, cria-se o ensino secundário (Colégio dos Nobres, Aula do Comércio) e o primário (mestres régios); reorganiza-se o exército. Em matéria de política externa, D. José conservou a política de neutralidade adoptada por seu pai. De notar ainda, o corte de relações com a Santa Sé, que durou 10 anos.



Queria aqui, desejar a todos os visitantes do meu blog um bom Natal, cheio de Alegria e paz. Desejo também que passem umas boas férias e que tenham cuidado com a condução e álcool. Espero que continuem a gostar do meu blog.


Monday, December 22, 2003

Falo-vos agora d'el Rei D.João V.



Nasceu em Lisboa a 22 de Outubro de 1689 e morreu a 31 de Julho de 1750 na mesma cidade.
D. João V foi chamado "O Magnânimo", pelas obras grandiosas que empreendeu, pela ostentação que trouxe à vida da corte e pela enorme generosidade.

Era galanteador, aventureiro e bastante religioso.

Tudo à sua volta era sumptuoso, era vivo e inteligente, devendo aos mestres Jesuítas: o Francês, o Espanhol e o Italiano, o gosto matemática e pelas outras ciências.

Como os outros Príncipes Brigantinos, D. João V era um amante da música, promovendo grandes serões literários e musicais que na sua época gozaram de grande incremento.

D. João V, para satisfazer um pedido, que lhe fizera o Papa Clemente XI enviou em socorro da Santa Sé ameaçada pelos Turcos, uma poderosa esquadra comandada pelo Conde de Rio Grande. Esta armada, em cooperação com outros navios de diferentes países, tomou parte importante na batalha de Matapan, em que os inimigos da Fé foram derrotados (1717).

No reinado de D. Pedro II, tinham sido descobertas, no Brasil, magnificas minas de oiro e diamantes. Com a abundância desse rendimento, parte do qual vinha para Portugal, pôde D. João V realizar importantes obras que muito contribuíram para o desenvolvimento das belas artes portuguesas.

Destacam-se as seguintes:

- O Convento de Mafra, em que chegaram a trabalhar 50. 000 pessoas. As suas torres possuem 114 sinos.
- A Capela de S. João Baptista, o Palácio das Necessidades.
- A Casa da moeda
- O Paço de Vendas Novas
- A Basílica Patriarcal de Lisboa, etc.







Com esse dinheiro subsidiou ainda, a construção do Aqueduto das Águas Livres, pago todavia, na maior parte, pela Câmara de Lisboa; tem 18 065 metros de comprimento, 127 arcos de cantaria e levou 66 anos a concluir; destinava-se a conduzir as águas para o consumo da Capital.

Ao rei Magnânimo se devem também a fundação da Academia Real de História Portuguesa; da Academia de Portugal, em Roma; da Biblioteca da Universidade, em Coimbra, etc..

O Papa Benedito XIV agraciou D. João V com o título de Fidelíssimo, que passaria aos seus sucessores, e honrou a Sé de Lisboa com a dignidade de Patriarcal.


Aproveito aqui, para agradecer os amáveis comentários do avô da Thita. Desejo também a ele, um bom Natal em família e um bom ano novo.

Thursday, December 18, 2003

Falo-vos agora d'El rei D.Pedro II, irmão d'El rei D.Afonso VI e filho d'El rei D.João IV.

Nasceu em Lisboa a 24 de Abril de 1648 e morreu a 1 de Dezembro de 1706 na mesma cidade.

Deposto o Rei, D. Pedro tomou conta da Regência. Terminada a guerra da Restauração, em que os portugueses saíram vitoriosos, quis D. Pedro II envolver-nos noutra guerra com a Espanha – a Guerra da Sucessão.

O rei de Espanha, Carlos II, morreu sem deixar filhos que lhe sucedessem no trono. Mas apareceram logo dois pretendentes: o Arquiduque Carlos da Áustria, auxiliado pela Inglaterra e Holanda, e Filipe de Anjou, neto de Luís XIV, rei de França, protegido por esta nação e pela Espanha.

Ambos os pretendentes, que iam guerrear, pediram auxílio a D. Pedro II, que veio a prestá-lo a quem lhe oferecera maiores vantagens.

Assim, tomando definitivamente o partido do Arquiduque Carlos (que prometia o aumento do nosso território com a cedência de algumas terras espanholas), organizou-se um exército comandado por D. João de Sousa, Marquês das Minas, o qual, de vitória em vitória, entrou triunfante em Madrid, onde proclamou rei de Espanha o Arquiduque Carlos da Áustria (1706).

Porém, os portugueses ameaçados por forças muito superiores, tiveram de abandonar aquela cidade, retirando-se para Portugal.

No seu reinado negociou-se um acordo comercial, conhecido por Tratado de Methwen. Por esse acordo era favorecida a entrada em Portugal de lanifícios ingleses e, na Inglaterra facilitado o negócio dos vinhos do Porto, os quais nas suas alfândegas pagariam direitos muito reduzidos. Deste contrato não foram colhidas as vantagens que se esperavam (1703).

Ficou-se a dever a D. Pedro II muita da nova cunhagem de moeda, tendo sido no seu reinado a 1ª vez que se cunharam moedas para o Brasil.

Jaz sepultado no Panteão Real do Mosteiro de S. Vicente de Fora.





Sunday, December 14, 2003

Falo-vos agora d'El rei D.Afonso VI, filho d'El rei D.João IV

Sexto filho de D. João IV e de D. Luísa de Gusmão.

Atacado na infância por doença não identificada, fica mental e fisicamente diminuído. Com a morte de seu irmão D. Teodósio e de seu pai, sobe ao trono com treze anos, pelo que a regência ficou entregue a sua mãe. O rei foi crescendo, rebelde a toda a acção educadora, levando uma vida desregrada e manifestando-se perfeitamente incapaz para assumir as responsabilidades do governo.

Um dos seus companheiros, na vida de arruaceiro que levava, António Conti, italiano de origem, insinuou-se-lhe de tal maneira que em breve passou a viver no Paço, a convite de D. Afonso VI e a ter influência nos negócios do governo do reino. O escândalo aumentou a um ponto que D. Luísa de Gusmão fez jurar herdeiro do trono o infante D. Pedro e António Conti foi preso. Logo a seguir, o conde de Castelo Melhor executa um golpe de Estado, compelindo D. Luísa a entregar o governo a D. Afonso VI e forçando-a a retirar-se para um convento.




Nas boas graças do rei, Castelo Melhor lança-se na sua curta a brilhante carreira política, terminando vitoriosamente com a guerra da Restauração e conseguindo casar D. Afonso com Mademoiselle de Aumale. Em breve a nova rainha entra em conflito com Castelo Melhor.

Forma-se nova conspiração no paço, de que resulta a demissão do conde e a abdicação de D. Afonso VI. D. Pedro toma as rédeas do poder, casa com a cunhada, depois da anulação do casamento desta com D. Afonso e este último é desterrado para Angra do Heroísmo em 1669, donde regressa em 1674, sendo então encerrado no Palácio de Sintra até à sua morte, em 1683.


Queria mais uma vez agradecer os comentários da minha tia Teia, do meu Tio Rui e do Alfredo. Espero que todos continuem a gostar do blog.

Wednesday, December 10, 2003

Falo-vos agroa do Primeiro Rei da Dinastia de Bragança: El-Rei D.João IV.


Filho de D. Teodósio, duque de Bragança e de D. Ana Velasco, casou em 1633 com D. Luísa de Gusmão, espanhola da casa de Medina Sidónia.

Já em 1638, os conjurados da Revolução de 1640 tinham procurado obter a aceitação de D. João para uma revolta contra Espanha. Mas as hesitações, ou cautelas, do duque fizeram levantar a hipótese de se conseguir o regresso do infante D. Duarte, solução que falhou, tendo-se mesmo encarado a instauração de uma república, nos moldes da das Províncias Unidas.

A verdade é, que depois da sua aclamação como rei a 15 de Dezembro de 1640, todas as hesitações desapareceram e D. João IV fez frente às dificuldades com um vigor que muito contribuiu para a efectiva restauração da independência de Portugal. Da actividade global do seu reinado, deveremos destacar o esforço efectuado na reorganização do aparelho militar - reparação das fortalezas das linhas defensivas fronteiriças, fortalecimento das guarnições, defesa do Alentejo e Beira e obtenção de material e reforços no estrangeiro; a intensa e inteligente actividade diplomática junto das cortes da Europa, no sentido de obter apoio militar e financeiro, negociar tratados de paz ou de tréguas e conseguir o reconhecimento da Restauração; a acção desenvolvida para a reconquista do império ultramarino, no Brasil e em Africa; a alta visão na escolha dos colaboradores; enfim, o trabalho feito no campo administrativo e legislativo, procurando impor a presença da dinastia nova.

Quando morreu, o reino não estava ainda em segurança absoluta, mas D. João IV tinha-lhe construído umas bases suficientemente sólidas para vencer a crise. Sucedeu-lhe D. Afonso VI, seu segundo filho.








Gostaria de agradecer ao José Martins, os seus comentários. Por agora ainda não poderei ajudá-lo, já que ando ocupado com os testes da escola entre outras coisas, mas em breve colocarei aqui imagens da Família Real com o rei D.Carlos (esperando eu, não demorar muito tempo até as colocar no blog).
Se precisar de mais alguma coisa eu tentarei ajudá-lo.
Aproveito também para agradecer os comentários da Thita e do Nuno.

Friday, December 05, 2003

Falo-vos agora do último rei do Período Filipino, D.Filipe III de Portugal (IV de Espanha).

Filho de Filipe II de Portugal (III de Espanha) e de D. Margarida de Áustria, nasceu em 1605.




Em 14 de Julho de 1619, foi jurado herdeiro do trono de Portugal, pelas cortes de Lisboa.
Em 31 de Março de 1621, Filipe III de Portugal (IV de Espanha) sucedeu a seu pai no trono.
Entre 1635 e 1640 ocorreram por todo o país inúmeros motins e rebeliões populares, que se manifestavam contra a dominação filipina.
Em 1 de Dezembro de 1640 deu-se a revolta em Lisboa, tendo sido detida a vice-rainha, a duquesa de Mântua e entregue o trono português ao duque de bragança, com o título de D. João IV. Estava assim restaurada a independência de Portugal.
No entanto, a soberania portuguesa só foi reconhecida por Espanha em 1668.
Em 1665, o sucessor de comando de D. João de Áustria, o conde de Caracene, foi definitivamente derrotado em Montes Claros (Vila Viçosa), pelos exércitos portugueses, comandados pelo marquês de Marialva e por Shomberg.
Filipe III acabaria por morrer nesse mesmo ano de 1665.

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