Friday, November 28, 2003
Falo-vos agora d'El-Rei D.Filipe II de Portugal, III de Espanha.
Décimo Nono Rei de Portugal.
Filho do rei Filipe II de Espanha (I de Portugal) e da sua quarta esposa, D. Ana de Áustria, nasceu em 1578.
Em 1582, foi jurado herdeiro do trono de Portugal, pelas cortes de Lisboa.
Em 13 de Setembro de 1598, Filipe II de Portugal (III de Espanha) sucedeu a seu pai no trono.
Em 1603 foram publicadas as Ordenações Filipinas.
Em 1619, a 22 de Abril, partiu de Madrid, acompanhado pelo príncipe das Astúrias, tendo chegado a Olivença em 10 de Maio.
Aos 29 dias do mês de Junho entrou solenemente em Lisboa e, a 14 de Julho, as cortes, reunidas nessa cidade, juraram o príncipe D. Filipe como sucessor do trono português, prometendo aquele respeitar o seu povo, à imagem do que tinha sucedido com o seu pai.
Em finais de Setembro de 1619, D. Filipe II abandonou Portugal e a 4 de Dezembro estava já em Madrid.
Filipe II veio a falecer em Madrid, no dia 31 de Março de 1621, tendo-lhe sucedido no trono o seu filho Filipe III de Portugal, IV de Espanha e o último da Dinastia Filipina.
Décimo Nono Rei de Portugal.
Filho do rei Filipe II de Espanha (I de Portugal) e da sua quarta esposa, D. Ana de Áustria, nasceu em 1578.
Em 1582, foi jurado herdeiro do trono de Portugal, pelas cortes de Lisboa.
Em 13 de Setembro de 1598, Filipe II de Portugal (III de Espanha) sucedeu a seu pai no trono.
Em 1603 foram publicadas as Ordenações Filipinas.
Em 1619, a 22 de Abril, partiu de Madrid, acompanhado pelo príncipe das Astúrias, tendo chegado a Olivença em 10 de Maio.
Aos 29 dias do mês de Junho entrou solenemente em Lisboa e, a 14 de Julho, as cortes, reunidas nessa cidade, juraram o príncipe D. Filipe como sucessor do trono português, prometendo aquele respeitar o seu povo, à imagem do que tinha sucedido com o seu pai.
Em finais de Setembro de 1619, D. Filipe II abandonou Portugal e a 4 de Dezembro estava já em Madrid.
Filipe II veio a falecer em Madrid, no dia 31 de Março de 1621, tendo-lhe sucedido no trono o seu filho Filipe III de Portugal, IV de Espanha e o último da Dinastia Filipina.
Monday, November 24, 2003
Caros monárquicos e leitores, aqui estão as principais datas da Agenda Real até ao final de Novembro.
30 Novembro - Jantar dos Conjurados da Real Associação de Lisboa na Quinta de Santa Sofia em Sassoeiros.
27 a 29 Novembro - Deslocação de SS.AA.RR. ao Luxemburgo a convite do Grão-Duque do Luxemburgo
30 Novembro - Jantar dos Conjurados da Real Associação de Lisboa na Quinta de Santa Sofia em Sassoeiros.
27 a 29 Novembro - Deslocação de SS.AA.RR. ao Luxemburgo a convite do Grão-Duque do Luxemburgo
Sunday, November 23, 2003
Francis Drake é uma das personagens mais importantes da história mundial. Conto-vos aqui o principal da sua vida.
Apesar de ser inglês (já que o blog fala da monarquia portuguesa), acho ser importante falar dele.
Considerado uma figura lendária no seu tempo ,Francis Drake nasceu em Devon, Inglaterra por volta de 1540. Aprendeu a arte da navegação num navio mercante costeiro e tornou-se comandante do seu próprio navio numa missão de transporte de escravos para a América do Sul em 1567-1568 .Durante os anos seguintes, foi corsário e saqueou navios e portos espanhóis nas Índias Ocidentais. Entre 1577 e 1580 chefiou uma expedição que circum-navegou o mundo, razão por que foi elevado à categoria de Cavaleiro em 1581 pela rainha Isabel I. Em 1585-1586 , saqueou de novo o mar das Caraíbas e em 1587 atacou a própria Espanha. Era vice-almirante da frota que destruiu a "Invencível Armada",enviada em 1588 para submeter a Inglaterra, e em 1589 comandou um infame ataque a Lisboa. Drake morreu no mar em 1596, numa derradeira missão de pilhagem às Índias Ocidentais.
Apesar de ser inglês (já que o blog fala da monarquia portuguesa), acho ser importante falar dele.
Considerado uma figura lendária no seu tempo ,Francis Drake nasceu em Devon, Inglaterra por volta de 1540. Aprendeu a arte da navegação num navio mercante costeiro e tornou-se comandante do seu próprio navio numa missão de transporte de escravos para a América do Sul em 1567-1568 .Durante os anos seguintes, foi corsário e saqueou navios e portos espanhóis nas Índias Ocidentais. Entre 1577 e 1580 chefiou uma expedição que circum-navegou o mundo, razão por que foi elevado à categoria de Cavaleiro em 1581 pela rainha Isabel I. Em 1585-1586 , saqueou de novo o mar das Caraíbas e em 1587 atacou a própria Espanha. Era vice-almirante da frota que destruiu a "Invencível Armada",enviada em 1588 para submeter a Inglaterra, e em 1589 comandou um infame ataque a Lisboa. Drake morreu no mar em 1596, numa derradeira missão de pilhagem às Índias Ocidentais.
Friday, November 21, 2003
D.Filipe II de Espanha, conseguiu com a "aquisição" de Portugal, um dos maiores impérios da história mundial.
Conto-vos aqui a sua vida.
Filho primogénto do rei Carlos V de Espanha e de D. Isabel de Portugal, nasceu em 1527.
Em 1541 o seu pai chamou-o para o governo, tornando-se príncipe regente dois anos mais tarde. Ainda em 1543, a 13 de Novembro, casou com D. Maria Manuela de Portugal, filha de D. João III e de D. Catarina.
Em 1551 foi proclamado rei de Navarra.
Em 1554 casou pela segunda vez, desta feita com a rainha de Inglaterra, sua tia Maria Tudor.
Em 1555 subiu ao trono de Espanha, tornando-se igualmente soberano de um vasto território constituído pelos estados da Flandres e de Itália e pelos domínios ultramarinos. Em 1578 nasceu o príncipe herdeiro, D. Filipe, fruto do seu quarto casamento, em 1570, com D. Ana de Áustria.
Logo em Janeiro de 1580 Filipe II de Espanha , para defender os seus direitos ao trono português, enviou uma frota comandada por D. Álvaro de Bazán e um exército (em Abril de 1581), sob o comando do duque de Alba, derrotando o prior do Crato, que entretanto se tinha autoproclamado rei de Portugal.Em 15 de Abril de 1581 reuniram-se cortes em Tomar que aclamaram como rei Filipe II, com o título de Filipe I de Portugal.
A 25 Julho, Filipe I entrou triunfalmente em Lisboa, jurando guardar e preservar todos os foros, instituições, privilégios, usos, costumes e liberdades do povo português, concedidos pelos seus antecessores.
Em 1583, as cortes de Lisboa, devido à morte do filho do rei, o infante D. Diego, juraram herdeiro do trono D. Filipe, o novo príncipe das Astúrias.
A 11 de Fevereiro de 1583 Filipe II regressou a Castela, após ter deixado entregue a administração do reino de Portugal a seu sobrinho, o cardeal-arquiduque Alberto de Áustria.
Filipe I morreu em Madrid, no Escorial, a 13 de Setembro de 1598, sucedendo-lhe no trono o seu filho Filipe II de Portugal, III de Espanha.
Conto-vos aqui a sua vida.
Filho primogénto do rei Carlos V de Espanha e de D. Isabel de Portugal, nasceu em 1527.
Em 1541 o seu pai chamou-o para o governo, tornando-se príncipe regente dois anos mais tarde. Ainda em 1543, a 13 de Novembro, casou com D. Maria Manuela de Portugal, filha de D. João III e de D. Catarina.
Em 1551 foi proclamado rei de Navarra.
Em 1554 casou pela segunda vez, desta feita com a rainha de Inglaterra, sua tia Maria Tudor.
Em 1555 subiu ao trono de Espanha, tornando-se igualmente soberano de um vasto território constituído pelos estados da Flandres e de Itália e pelos domínios ultramarinos. Em 1578 nasceu o príncipe herdeiro, D. Filipe, fruto do seu quarto casamento, em 1570, com D. Ana de Áustria.
Logo em Janeiro de 1580 Filipe II de Espanha , para defender os seus direitos ao trono português, enviou uma frota comandada por D. Álvaro de Bazán e um exército (em Abril de 1581), sob o comando do duque de Alba, derrotando o prior do Crato, que entretanto se tinha autoproclamado rei de Portugal.Em 15 de Abril de 1581 reuniram-se cortes em Tomar que aclamaram como rei Filipe II, com o título de Filipe I de Portugal.
A 25 Julho, Filipe I entrou triunfalmente em Lisboa, jurando guardar e preservar todos os foros, instituições, privilégios, usos, costumes e liberdades do povo português, concedidos pelos seus antecessores.
Em 1583, as cortes de Lisboa, devido à morte do filho do rei, o infante D. Diego, juraram herdeiro do trono D. Filipe, o novo príncipe das Astúrias.
A 11 de Fevereiro de 1583 Filipe II regressou a Castela, após ter deixado entregue a administração do reino de Portugal a seu sobrinho, o cardeal-arquiduque Alberto de Áustria.
Filipe I morreu em Madrid, no Escorial, a 13 de Setembro de 1598, sucedendo-lhe no trono o seu filho Filipe II de Portugal, III de Espanha.
Aqui, conto de um modo breve, o ínicio do domíno espanhol:
A D.Sebastião I sucedeu-lhe o seu tio-avô, Cardeal Henrique , irmão de D.João III. Com a sua idade e solteiro, via-se que o trono de Portugal, deixaria rapidamente a linha directa da dinastia de Aviz.
D.Filipe II de Espanha, sobrinho de D.João III, e marido (pelo seu primeiro casamento com de Maria filha de D.João III), tinha feito todos os preparativos, e na morte do cardeal-rei (31 Janeiro 1580), solicitou às autoridades que lhe obedecessem.
Um exército sob o comando do Duque de Alba entrou em Portugal em 1580. Os adeptos de D.António o prior do Crato (filho ilegítimo de D.Luis, irmão de D.João III) aclamaram-o rei como António I em Santarém, mas fracassaram. Filipe II de Espanha tornou-se Filipe I de Portugal. As reclamações da duquesa de Bragança (D.Catarina, filha de Eduardo, irmão de D.João III) não foram atendidas.
D.Filipe II, entrou em Lisboa em 1581, e perante as cortes gerais que se reuniram em Tomar (15 de Abril), jurou as condições em que reinaria. A sua ideia não foi a absorção de Portugal, mas uma monarquia dualista, em que tínhamos perfeita autonomia no mesmo pé que Castela. Cumpriu religiosamente o que prometera; e foi seu neto Filipe IV, ou melhor, o conde-duque de Olivares quem, iludindo-as, provocou mais tarde a revolta dos portugueses.
A D.Sebastião I sucedeu-lhe o seu tio-avô, Cardeal Henrique , irmão de D.João III. Com a sua idade e solteiro, via-se que o trono de Portugal, deixaria rapidamente a linha directa da dinastia de Aviz.
D.Filipe II de Espanha, sobrinho de D.João III, e marido (pelo seu primeiro casamento com de Maria filha de D.João III), tinha feito todos os preparativos, e na morte do cardeal-rei (31 Janeiro 1580), solicitou às autoridades que lhe obedecessem.
Um exército sob o comando do Duque de Alba entrou em Portugal em 1580. Os adeptos de D.António o prior do Crato (filho ilegítimo de D.Luis, irmão de D.João III) aclamaram-o rei como António I em Santarém, mas fracassaram. Filipe II de Espanha tornou-se Filipe I de Portugal. As reclamações da duquesa de Bragança (D.Catarina, filha de Eduardo, irmão de D.João III) não foram atendidas.
D.Filipe II, entrou em Lisboa em 1581, e perante as cortes gerais que se reuniram em Tomar (15 de Abril), jurou as condições em que reinaria. A sua ideia não foi a absorção de Portugal, mas uma monarquia dualista, em que tínhamos perfeita autonomia no mesmo pé que Castela. Cumpriu religiosamente o que prometera; e foi seu neto Filipe IV, ou melhor, o conde-duque de Olivares quem, iludindo-as, provocou mais tarde a revolta dos portugueses.
Falo-vos agora do Cardeal D.Henrique, filho d'El Rei D.Manuel I. A partir do final do seu curto reinado, inciou-se um período de instabilidade e domínio espanhol. Aproveito, já agora, para agradecer os comentários do Alfredo, ficando contente por haver pessoas monárquicas fora de Portugal (e) que gostam do meu blog.
Filho do rei D. Manuel e da sua segunda esposa, D. Maria de Castela, nasceu em Lisboa, a 31 de Janeiro de 1512.
Iniciou a sua carreira eclesiástica em 1526, aos 14 anos, quando foi investido no cargo de prior comendatário de Santa Cruz de Coimbra.
Em 1532, com apenas 20 anos, foi-lhe concedida a administração do arcebispado de Braga. Porém, D. Henrique só chegou à sua arquidiocese em 1537.
Por carta de 22 de Junho de 1539, D. João III nomeou-o inquisidor-geral do Reino.
Em 1540, o papa Paulo III elevou-o à categoria de arcebispo de Évora, renunciando então à administração da arquidiocese bracarense.
Em 1542 foi incumbido, a título vitalício, da administração do Mosteiro de Alcobaça.
Através do consistório de 16 de Dezembro de 1545 atingiu o cardinalato.
Em 1552 foi nomeado para legado apostólico em Portugal.
Em 1559 criou a Universidade de Évora que funcionava nas estruturas do Colégio do Espírito Santo.
Em 1562, e até 1568, D. Henrique assumiu a regência do reino, durante um dos perídos da menoridade de D. Sebastião, começando a salientar-se a sua importância política.
Ainda em 1562 obteve o seu terceiro arcebispado do Reino, desta feita o de Lisboa, renunciando então à administração da Sé eborense.
Quando D. Sebastião subiu ao trono, em 1568, foi um dos seus principais orientadores, com assento no Conselho de Estado.
Em 1576, transferiu-se definitivamente para a Sé de Évora, na sequência do rompimento das relações com D. Sebastião.
Em 1578, após ter sido solicitado em Évora por D. Sebastião, desaconselhou a expedição a Alcácer não aceitando a regência do Reino.
Em 4 de Agosto de 1578, a morte, sem sucessor, de D. Sebastião em Alcácer Quibir, colocou o cardeal-infante no trono de Portugal que, desde logo, convidou todos os que se declarassem pretendentes ao trono a expôr por escrito os seus direitos.
O Cardeal-Rei D. Henrique expirou em Almeirim, a 31 de Janeiro de 1580, tendo os seus restos mortais sido transferidos em 1582, por ordem de Filipe I, para o Mosteiro dos Jerónimos. No trono sucedeu-lhe, por muito pouco tempo, El-Rei D.António e logo depois, El-Rei D.Filipe I de Portugal, II de Espanha (neto d'El rei D.Manuel I de Portugal).
Iniciou-se assim, com a Dinastia Filipina, um período de 60 anos (1580-1640) de dominação espanhola em Portugal.
Filho do rei D. Manuel e da sua segunda esposa, D. Maria de Castela, nasceu em Lisboa, a 31 de Janeiro de 1512.
Iniciou a sua carreira eclesiástica em 1526, aos 14 anos, quando foi investido no cargo de prior comendatário de Santa Cruz de Coimbra.
Em 1532, com apenas 20 anos, foi-lhe concedida a administração do arcebispado de Braga. Porém, D. Henrique só chegou à sua arquidiocese em 1537.
Por carta de 22 de Junho de 1539, D. João III nomeou-o inquisidor-geral do Reino.
Em 1540, o papa Paulo III elevou-o à categoria de arcebispo de Évora, renunciando então à administração da arquidiocese bracarense.
Em 1542 foi incumbido, a título vitalício, da administração do Mosteiro de Alcobaça.
Através do consistório de 16 de Dezembro de 1545 atingiu o cardinalato.
Em 1552 foi nomeado para legado apostólico em Portugal.
Em 1559 criou a Universidade de Évora que funcionava nas estruturas do Colégio do Espírito Santo.
Em 1562, e até 1568, D. Henrique assumiu a regência do reino, durante um dos perídos da menoridade de D. Sebastião, começando a salientar-se a sua importância política.
Ainda em 1562 obteve o seu terceiro arcebispado do Reino, desta feita o de Lisboa, renunciando então à administração da Sé eborense.
Quando D. Sebastião subiu ao trono, em 1568, foi um dos seus principais orientadores, com assento no Conselho de Estado.
Em 1576, transferiu-se definitivamente para a Sé de Évora, na sequência do rompimento das relações com D. Sebastião.
Em 1578, após ter sido solicitado em Évora por D. Sebastião, desaconselhou a expedição a Alcácer não aceitando a regência do Reino.
Em 4 de Agosto de 1578, a morte, sem sucessor, de D. Sebastião em Alcácer Quibir, colocou o cardeal-infante no trono de Portugal que, desde logo, convidou todos os que se declarassem pretendentes ao trono a expôr por escrito os seus direitos.
O Cardeal-Rei D. Henrique expirou em Almeirim, a 31 de Janeiro de 1580, tendo os seus restos mortais sido transferidos em 1582, por ordem de Filipe I, para o Mosteiro dos Jerónimos. No trono sucedeu-lhe, por muito pouco tempo, El-Rei D.António e logo depois, El-Rei D.Filipe I de Portugal, II de Espanha (neto d'El rei D.Manuel I de Portugal).
Iniciou-se assim, com a Dinastia Filipina, um período de 60 anos (1580-1640) de dominação espanhola em Portugal.
Tuesday, November 18, 2003
Queria mais uma vez agradecer os comentários feitos até hoje. Quero agradecer principalmente ao Velho da Montanha, Zé Povinho e à Thita. Em relação a reis "fraquinhos", como diz o comentador Primeiro Ministro, queria dizer que hoje em dia os reis não têm poder absoluto, têm poder LIBERAL (na maioria dos casos). Isto significa que os reis têm principalmente um papel representativo do reino, e mesmo que sejam "fraquinhos", para levarem as suas ideias em frente, necessitam do apoio da população e do governo. Vejamos o caso do rei Espanhol e da Rainha Inglesa, que têm um reino mais desenvolvido que nós.
Wednesday, November 12, 2003
Vou agora falar-vos do Rei D.Sebastião, que morreu numa grande batalha, pelo seu reino.
Décimo sexto rei de Portugal, filho do príncipe D. João e de D. Joana de Áustria, nasceu em Lisboa a 20 de Janeiro de 1554, e morreu em Alcácer Quibir, a 4 de Agosto de 1578. Sucedeu a seu avô D. João III sendo o seu nascimento esperado com ansiedade, enchendo de júbilo o povo, pois a coroa corria o perigo de vir a ser herdada por outro neto de D. João III, o príncipe D. Carlos, filho de Filipe II de Espanha.
De saúde precária, D. Sebastião mostrou desde muito cedo duas grandes paixões: a guerra e o zelo religioso. Cresceu na convicção de que Deus o criara para grandes feitos, e, educado entre dois partidos palacianos de interesses opostos - o de sua avó que pendia para a Espanha, e o do seu tio-avô o cardeal D. Henrique favorável a uma orientação nacional -, D. Sebastião, desde a sua maioridade, afastou-se abertamente dum e doutro, aderindo ao partido dos validos, homens da sua idade, temerários a exaltados, que estavam sempre prontos a seguir as suas determinações.
Nunca ouviu conselhos de ninguém, e entregue ao sonho anacrónico de sujeitar a si toda a Berbéria a trazer à sua soberania a veneranda Palestina, nunca se interessou pelo povo, nunca reuniu cortes nem visitou o País, só pensando em recrutar um exército a armá-lo, pedindo auxílio a Estados estrangeiros, contraindo empréstimos a arruinando os cofres do reino, tendo o único fito de ir a África combater os mouros.
Chefe de um numeroso exército, na sua maioria aventureiros e miseráveis, parte para a África em Junho de 1578; chega perto de Alcácer Quibir a 3 de Agosto e a 4, o exército português esfomeado a estafado pela marcha e pelo calor, e dirigido por um rei incapaz, foi completamente destroçado, figurando o próprio rei entre os mortos.
Décimo sexto rei de Portugal, filho do príncipe D. João e de D. Joana de Áustria, nasceu em Lisboa a 20 de Janeiro de 1554, e morreu em Alcácer Quibir, a 4 de Agosto de 1578. Sucedeu a seu avô D. João III sendo o seu nascimento esperado com ansiedade, enchendo de júbilo o povo, pois a coroa corria o perigo de vir a ser herdada por outro neto de D. João III, o príncipe D. Carlos, filho de Filipe II de Espanha.
De saúde precária, D. Sebastião mostrou desde muito cedo duas grandes paixões: a guerra e o zelo religioso. Cresceu na convicção de que Deus o criara para grandes feitos, e, educado entre dois partidos palacianos de interesses opostos - o de sua avó que pendia para a Espanha, e o do seu tio-avô o cardeal D. Henrique favorável a uma orientação nacional -, D. Sebastião, desde a sua maioridade, afastou-se abertamente dum e doutro, aderindo ao partido dos validos, homens da sua idade, temerários a exaltados, que estavam sempre prontos a seguir as suas determinações.
Nunca ouviu conselhos de ninguém, e entregue ao sonho anacrónico de sujeitar a si toda a Berbéria a trazer à sua soberania a veneranda Palestina, nunca se interessou pelo povo, nunca reuniu cortes nem visitou o País, só pensando em recrutar um exército a armá-lo, pedindo auxílio a Estados estrangeiros, contraindo empréstimos a arruinando os cofres do reino, tendo o único fito de ir a África combater os mouros.
Chefe de um numeroso exército, na sua maioria aventureiros e miseráveis, parte para a África em Junho de 1578; chega perto de Alcácer Quibir a 3 de Agosto e a 4, o exército português esfomeado a estafado pela marcha e pelo calor, e dirigido por um rei incapaz, foi completamente destroçado, figurando o próprio rei entre os mortos.
Monday, November 10, 2003
Falo-vos agora de um grande rei português, D.João III.
Décimo quinto rei de Portugal, filho de D. Manuel I.
Teve como mestres algumas figuras notáveis da época, como o humanista Luís Teixeira e o médico Tomás de Torres. A partir de 1514, D. Manuel começa a introduzi-lo nas matérias do governo e, em 1517, preparava-se o seu casamento com D. Leonor, irmã de Carlos V. É, porém, D. Manuel que vem a casar com ela, em virtude da morte da rainha D. Maria. Com 19 anos é aclamado rei e mais tarde casa com a irmã de D. Leonor, D. Catarina de Áustria.
O governo de D. João III pode compreender-se à luz de uma vasta política nacional e ultramarina, de que assinalamos os marcos essenciais:
1) Política ultramarina: O vasto império herdado pelo monarca e que se estendia por três continentes, impunha difíceis problemas de administração à distância. No Oriente, após uns primeiros anos de continuação de conquistas, as dificuldades começaram a surgir. Turcos e Árabes ofereciam uma resistência cada vez maior ao monopólio dos Portugueses e os ataques às nossas forças sucediam-se. Em África, as guarnições dos nossos castelos de Marrocos não conheciam vida calma. Homens e armas eram enviados com frequência, como reforço, ocasionando uma despesa enorme sem proveito correspondente, o que em breve se tornou insustentável. Abandonou-se Safim, Azamor, Alcácer‑Ceguer e Arzila. Como compensação das dificuldades no Oriente e revezes em Africa, voltou-se D. João III para o Brasil, realizando a primeira tentativa de povoamento e valorização daquele território, primeiro com o sistema de capitanias e depois instituindo um governo geral., com Tomé de Sousa à frente.
2) Relações externas: Em nenhum outro reinado da 2.ª dinastia manteve Portugal uma tão grande actividade diplomática, como no de D. João III, e com a Espanha, de uma maneira intensa. Com a França, de maneira bastante delicada, devido à guerra de corso movida pelos marinheiros franceses aos navios mercantes de Portugal e consequentes represálias por parte da nossa marinha de guerra. Com a Santa Sé, orientando-se no fortalecimento de relações, conseguindo D. João III o estabelecimento do tribunal da Inquisição em Portugal e aderindo os bispos portugueses ao espírito da Contra‑Reforma. Mais dentro do campo económico, são de pôr em realce as relações estabelecidas com os países do Báltico e a Polónia, através da feitoria de Antuérpia.
3) Política interna: A linha absolutista acentua-se nitidamente com D. João III. Este governa apenas com o auxílio do secretário de Estado, António Carneiro e seus dois filhos Francisco e Pêro de Alcáçova Carneiro. A máquina administrativa foi-se estruturando com centenas de regimentos, alvarás e cartas. Todavia, o seu reinado conheceu gravíssimas crises económicas e recorreu-se aos empréstimos externos. Fomes, epidemias e sismos fizeram também a sua aparição frequente.
4) Política cultural: A protecção à cultura foi uma dominante deste monarca. À sombra da corte viveram homens como Gil Vicente, Garcia de Resende, Damião de Góis. A esta época estão ainda ligados nomes como os de Sá de Miranda, Bernadim Ribeiro, André Resende, Diogo de Teive, Pedro Nunes, Camões, João de Castro, João de Ruão e outros ainda. É feita uma reforma da Universidade portuguesa e cria-se um Colégio das Artes.
5) Sucessão ao trono: Apesar da numerosa prole nascida do casamento régio, é o único neto do tronco varonil, D. Sebastião, que irá suceder a D. João III. A morte tinha ceifado todos os filhos do monarca.
6) A figura: D. João III tem merecido juízos discordantes na sua acção governativa. Para alguns foi um fanático, para outros um hábil monarca. É certo que recebeu o império no seu apogeu e o deixou no descalabro, mas para além da sua acção pessoal que não foi brilhante, havia outras causas mais profundas que, de qualquer maneira, produziriam os mesmos efeitos.
Décimo quinto rei de Portugal, filho de D. Manuel I.
Teve como mestres algumas figuras notáveis da época, como o humanista Luís Teixeira e o médico Tomás de Torres. A partir de 1514, D. Manuel começa a introduzi-lo nas matérias do governo e, em 1517, preparava-se o seu casamento com D. Leonor, irmã de Carlos V. É, porém, D. Manuel que vem a casar com ela, em virtude da morte da rainha D. Maria. Com 19 anos é aclamado rei e mais tarde casa com a irmã de D. Leonor, D. Catarina de Áustria.
O governo de D. João III pode compreender-se à luz de uma vasta política nacional e ultramarina, de que assinalamos os marcos essenciais:
1) Política ultramarina: O vasto império herdado pelo monarca e que se estendia por três continentes, impunha difíceis problemas de administração à distância. No Oriente, após uns primeiros anos de continuação de conquistas, as dificuldades começaram a surgir. Turcos e Árabes ofereciam uma resistência cada vez maior ao monopólio dos Portugueses e os ataques às nossas forças sucediam-se. Em África, as guarnições dos nossos castelos de Marrocos não conheciam vida calma. Homens e armas eram enviados com frequência, como reforço, ocasionando uma despesa enorme sem proveito correspondente, o que em breve se tornou insustentável. Abandonou-se Safim, Azamor, Alcácer‑Ceguer e Arzila. Como compensação das dificuldades no Oriente e revezes em Africa, voltou-se D. João III para o Brasil, realizando a primeira tentativa de povoamento e valorização daquele território, primeiro com o sistema de capitanias e depois instituindo um governo geral., com Tomé de Sousa à frente.
2) Relações externas: Em nenhum outro reinado da 2.ª dinastia manteve Portugal uma tão grande actividade diplomática, como no de D. João III, e com a Espanha, de uma maneira intensa. Com a França, de maneira bastante delicada, devido à guerra de corso movida pelos marinheiros franceses aos navios mercantes de Portugal e consequentes represálias por parte da nossa marinha de guerra. Com a Santa Sé, orientando-se no fortalecimento de relações, conseguindo D. João III o estabelecimento do tribunal da Inquisição em Portugal e aderindo os bispos portugueses ao espírito da Contra‑Reforma. Mais dentro do campo económico, são de pôr em realce as relações estabelecidas com os países do Báltico e a Polónia, através da feitoria de Antuérpia.
3) Política interna: A linha absolutista acentua-se nitidamente com D. João III. Este governa apenas com o auxílio do secretário de Estado, António Carneiro e seus dois filhos Francisco e Pêro de Alcáçova Carneiro. A máquina administrativa foi-se estruturando com centenas de regimentos, alvarás e cartas. Todavia, o seu reinado conheceu gravíssimas crises económicas e recorreu-se aos empréstimos externos. Fomes, epidemias e sismos fizeram também a sua aparição frequente.
4) Política cultural: A protecção à cultura foi uma dominante deste monarca. À sombra da corte viveram homens como Gil Vicente, Garcia de Resende, Damião de Góis. A esta época estão ainda ligados nomes como os de Sá de Miranda, Bernadim Ribeiro, André Resende, Diogo de Teive, Pedro Nunes, Camões, João de Castro, João de Ruão e outros ainda. É feita uma reforma da Universidade portuguesa e cria-se um Colégio das Artes.
5) Sucessão ao trono: Apesar da numerosa prole nascida do casamento régio, é o único neto do tronco varonil, D. Sebastião, que irá suceder a D. João III. A morte tinha ceifado todos os filhos do monarca.
6) A figura: D. João III tem merecido juízos discordantes na sua acção governativa. Para alguns foi um fanático, para outros um hábil monarca. É certo que recebeu o império no seu apogeu e o deixou no descalabro, mas para além da sua acção pessoal que não foi brilhante, havia outras causas mais profundas que, de qualquer maneira, produziriam os mesmos efeitos.
Aproveito aqui para agradecer os amáveis comentários do Duarte, do Vasco, do meu tio, do Manuel Azinhal e do "Velho da Montanha". Em relação ao Pedro, gostaria de dizer que para perceber o que acontece no presente é preciso estudar a história, o passado.
Agradeço a ele também os seus comentários pois são sempre bons para termos uma noção dos erros e coisas boas que fazemos. A todos, obrigado.
Agradeço a ele também os seus comentários pois são sempre bons para termos uma noção dos erros e coisas boas que fazemos. A todos, obrigado.
Wednesday, November 05, 2003
Caros amigos leitores e monárquicos, gostaria de me apresentar a todos.
O meu nome é Alexandre e tenho 13 anos. Frequento o 8º ano de escolaridade e os temas que mais gosto de debater são história e geografia.
O meu nome é Alexandre e tenho 13 anos. Frequento o 8º ano de escolaridade e os temas que mais gosto de debater são história e geografia.
Falo-vos agora, da Caravela.
A caravela foi um dos primeiros tipos de navios a ser utilizados pelos portugueses na exploração de novos territórios.
A partir de 1441, os portugueses passaram a utilizar caravelas nas suas viagens de exploração atlântica. Tal tipo de navio veio a revelar-se o mais adequado para a realização deste tipo de expedições, pois era um navio adaptado à exploração, rápido e usado como recurso de defesa de algumas armadas.
A caravela originalmente definia-se por transportar pano latino, o que lhe dava possibilidade de fazer um tipo de manobra que em mares não conhecidos se tornou indispensável: bolinar - possibilidade de recorrer a uma maior amplitude de ventos.
A caravela portuguesa era um navio de pequeno ou médio calado, que podia ter um porte que oscilaria em média entre os 40 e 60 tonéis, com uns catorze metros de quilha. Geralmente tinha dois mastros com velas latinas, embora as maiores pudessem apresentar três mastros. Tinha apenas um castelo de popa e uma coberta.
Na documentação quatrocentista à curiosa referência a um tipo de navio denominado de "caravela descobrir". Tal caravela seria um navio aperfeiçoado pelos portugueses que seria muito superior aos outros navios de velame latino, pois apresentava vergas latinas de grandes dimensões.
A tripulação de uma caravela poderia rondar os 20 ou 25 homens em média. A partir de finais do século XV e inícios do XVI sofre ajustamentos que deram à caravela um maior porte - passa a poder transportar 50 homens.
No século XVI a importância da caravela diminui, sendo destinada sobretudo a missões de apoio. Também nesse século apareceu um novo tipo de caravela, no qual um dos mastros passou a armar uma vela redonda, pelo que se denominou de caravela redondo.
A caravela foi um dos primeiros tipos de navios a ser utilizados pelos portugueses na exploração de novos territórios.
A partir de 1441, os portugueses passaram a utilizar caravelas nas suas viagens de exploração atlântica. Tal tipo de navio veio a revelar-se o mais adequado para a realização deste tipo de expedições, pois era um navio adaptado à exploração, rápido e usado como recurso de defesa de algumas armadas.
A caravela originalmente definia-se por transportar pano latino, o que lhe dava possibilidade de fazer um tipo de manobra que em mares não conhecidos se tornou indispensável: bolinar - possibilidade de recorrer a uma maior amplitude de ventos.
A caravela portuguesa era um navio de pequeno ou médio calado, que podia ter um porte que oscilaria em média entre os 40 e 60 tonéis, com uns catorze metros de quilha. Geralmente tinha dois mastros com velas latinas, embora as maiores pudessem apresentar três mastros. Tinha apenas um castelo de popa e uma coberta.
Na documentação quatrocentista à curiosa referência a um tipo de navio denominado de "caravela descobrir". Tal caravela seria um navio aperfeiçoado pelos portugueses que seria muito superior aos outros navios de velame latino, pois apresentava vergas latinas de grandes dimensões.
A tripulação de uma caravela poderia rondar os 20 ou 25 homens em média. A partir de finais do século XV e inícios do XVI sofre ajustamentos que deram à caravela um maior porte - passa a poder transportar 50 homens.
No século XVI a importância da caravela diminui, sendo destinada sobretudo a missões de apoio. Também nesse século apareceu um novo tipo de caravela, no qual um dos mastros passou a armar uma vela redonda, pelo que se denominou de caravela redondo.
Quero agradecer os simpáticos comentários do sexo dos anjos. Acho, que o blog em causa é interessante e aconselhável a ler.
Sunday, November 02, 2003
Falo-vos agora de um grande navegador, Bartolomeu Dias, que fez um dos maiores feitos da história mundial.
Bartolomeu Dias (1450?-1500)
Bartolomeu Dias foi um célebre navegador português, descendente de Dinis Dias. Ignora-se onde e quando nasceu.
Em 1486, D. João II confiou-lhe o comando de duas caravelas com o intuito de saber notícias do Preste João.
Descobriu primeiro a angra dos Ilhéus, sendo assaltado, em seguida, violento temporal. Treze dias depois, procurou a costa, encontrando apenas o mar.
Navegou então para norte, descobrindo vários portos. No entanto, a tripulação obrigou o capitão a retroceder, dobrando, por acaso, o grande cabo, em 1487 - Cabo das Tormentas, actual Cabo da Boa Esperança.
Em 1500, acompanha Pedro Álvares Cabral na famosa viagem em que este descobre o Brasil. Quando a frota seguia para a Índia, o navio em que ia Bartolomeu Dias, naufragou e o valente marinheiro achou a morte junto do mesmo cabo - cabo da Boa Esperança.
Bartolomeu Dias (1450?-1500)
Bartolomeu Dias foi um célebre navegador português, descendente de Dinis Dias. Ignora-se onde e quando nasceu.
Em 1486, D. João II confiou-lhe o comando de duas caravelas com o intuito de saber notícias do Preste João.
Descobriu primeiro a angra dos Ilhéus, sendo assaltado, em seguida, violento temporal. Treze dias depois, procurou a costa, encontrando apenas o mar.
Navegou então para norte, descobrindo vários portos. No entanto, a tripulação obrigou o capitão a retroceder, dobrando, por acaso, o grande cabo, em 1487 - Cabo das Tormentas, actual Cabo da Boa Esperança.
Em 1500, acompanha Pedro Álvares Cabral na famosa viagem em que este descobre o Brasil. Quando a frota seguia para a Índia, o navio em que ia Bartolomeu Dias, naufragou e o valente marinheiro achou a morte junto do mesmo cabo - cabo da Boa Esperança.